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03/12/2006, 11:48


Tradicionalmente, o final do se mostra um momento propício à reflexão. É uma boa hora para observar que atualmente, apesar de todos reclamarem da correria da vida moderna, do estresse e da falta de tempo, uma coisa não incomoda ninguém no mundo atual - podemos viver mais. Mais que nossos pais e muito mais que nossos avós e bisavós. Essa é uma tendência mundial que também se observa no Brasil. As conquistas da ciência e da tecnologia tiveram um efeito incrível na vida das pessoas. Entre 1998 e 2004 a esperança de vida do brasileiro passou de 62,6 anos para 71,7, ou seja, ao longo desse período aumentou em 9 anos a esperança de vida ao nascer.(IBGE, 2004)


Essa vitória merece comemoração, mas não podemos esquecer o desafio que representa: viver mais significa se adaptar a um mundo onde, pela primeira vez, haverá mais idosos que crianças, onde o papel da família, dos governos, das empresas e dos próprios indivíduos está mudando. Tudo isso aponta para a urgência de planejar com cuidado o futuro. Afinal, não basta viver mais. Queremos viver melhor. Não é à toa que “previdência” é um assunto que rende tantas matérias nos jornais.


Hoje no Brasil o sistema de previdência se sustenta em três pilares: a previdência pública, gerida pelo governo, a previdência complementar patrocinada por empresas e a previdência complementar individual, alimentada exclusivamente pelo esforço de poupança de cada um. Diante das dificuldades enfrentadas pela previdência pública, aumenta a responsabilidade individual na construção do estilo de vida que se pretende ter na aposentadoria, mas os empregadores vêm se tornando importantes aliados nesse projeto. Cada vez mais empresas oferecem aos empregados a oportunidade de fazer um plano de previdência e contribuem juntamente com ele para cultivar uma aposentadoria digna. E não vale dizer que quem ganha pouco não precisa de previdência. Tudo depende do estilo de vida desejado. Se vamos viver mais e não pretendemos contar demasiadamente com o INSS e nem sobrecarregar os filhos, é preciso começar desde já a poupar e investir os recursos que garantirão a realização dos nossos sonhos. Há muito tempo aposentadoria deixou de ser sinônimo de velhice ou descanso. Ninguém quer colocar o pijama. Os aposentados estão calçando tênis para correr atrás da saúde ou arrumando as malas para viajar.


De repente, pensar no dia de amanhã se tornou urgente. É tarefa para já, pois a demora pode significar uma aposentadoria plena de realizações ou um período de dificuldades. Previdência é isso: ver antes de acontecer, visualizar o futuro que se quer em pensamento e então agir para alcançá-lo.




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