Personagens

03/10/2005, 14:39

ARACAJU

CLODOMIR DE SOUZA E SILVA

Jornalista, escritor, professor e político (Aracaju 20.02.1892 – Aracaju 10.08.1932). Pertenceu à Academia Sergipana de Letras, como fundador da Cadeira 13. Foi redator de diversos jornais sergipanos, Deputado Estadual (1920 – 1925) e membro eminente da Maçonaria Sergipana. Escreveu Álbum de Sergipe (1920), Minha Gente (1922, 2ª edição em 1962). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

FLORENTINO MENEZES

Florentino Teles de Menezes (Aracaju 07.11.1886 – Aracaju 20.11.1959), professor e sociólogo, foi um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (1912) e da Academia Sergipana de Letras (1929). Foi Catedrático do Colégio Ateneu Sergipense e escreveu vasta obra de sociologia, destacando-se Leis de Sociologia Aplicadas ao Brasil (1913), Desenvolvimento Intelectual dos Povos (1916) Escola Social Positiva (1917), O Partido Socialista Sergipano (1918), O Voto Secreto (1924), O Processo de Seleção nas Sociedades e Influência do Clima nas Civilizações (Teses de Concursos, 1926), Tratado de Sociologia (Aracaju: Casa Ávila, s/d) e Grandezas, Decadência e Renovação da Vida (1952). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

JACKSON DE FIGUEIREDO

Jackson de Figueiredo Martins, poeta, escritor e pensador católico (Aracaju 09.10.1891 – Rio de Janeiro/RJ 04.11.1928), fundou o Centro Dom Vital e a Revista A Ordem, tendo como projeto recatolicizar a intelectualidade e por extensão à literatura brasileira. Publicou vasta obra de propaganda e reflexão, livros de poesias e prosa, além de uma rica correspondência, principalmente com o escritor, por ele convertido, Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Ataíde. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

NÚBIA MARQUES

Núbia Nascimento Marques, poeta e ficcionista, professora (Aracaju 21.12.1927 – Aracaju 26.08.1999), com formação em Serviço Social, teve atuação especial nos estudos de comunidades de mulheres trabalhadoras.

Como intelectual escreveu poesia, ficção e ensaios, destacando-se na Poesia: Um Ponto e Duas Divergentes (Aracaju: Livraria Regina, 1959), Dimensões Poéticas (Aracaju: Livraria Regina, 1961), Máquinas e Lírios (Aracaju: Labor, 1971), Geometria do Abandono (São Paulo: Editora do Escritor, 1975), Poemas Transatlânticos (Lisboa/Portugal: Edições Átrio, 1997); Ficção: Berço de Angústia (São Paulo: Editora Gráfica Tietê, 1967), O Passo de Estefania (Rio de Janeiro : Editora Achiamé, 1980, 2ª edição em 1982, 3ª edição em 1984), Dente na Pele contos (Rio de Janeiro: Editora Achiamé, 1986) e O Sonho e o Sino (Manaus/Am: Editora Umberto Calderano, 1992); Ensaios: Hegemonia Cultural na Escola (Aracaju: FUNDESC/SESC, 1987), Aspectos do Folclore Sergipano (Aracaju: PMA/ASL, 1996), O Luso, o Lúdico e o Perene (Rio de Janeiro: IMAGO, 1999), dentre outros.

Ocupou a Cadeira 34 da Academia Sergipana de Letras, sendo a primeira mulher a entrar naquele sodalício. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

BOQUIM

CELSO OLIVA

Celso Pinto de Oliva, nascido em Boquim, cirurgião dentista, dedicou-se à literatura, à pintura e à fotografia, fundando a Sociedade Sergipana de Fotografia. Morreu em 13 de dezembro de 1962, em Brasília, no Distrito Federal, tendo os seus restos mortais transladados para Aracaju em 15 de fevereiro de 1963. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

HERMES FONTES

Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo Fontes (Boquim 28.08.1888 – Rio de Janeiro/RJ 25.12.1930, jornalista e poeta, colaborou em diversos jornais e revistas do País. Foi considerado um dos maiores poetas do seu tempo. Participou, em 1929, da fundação da Assembléia Sergipana de Letras, ocupando a Cadeira 16. Seus livros principais são: Apoteoses (1908), Gênesis (1923), Miragem do Deserto (1917), A Lâmpada Velada (1922), Despertar (1922), A Fonte da Mata (1930). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

CANHOBA

ERONILDES CARVALHO

Eronildes Ferreira de Carvalho, médico e militar, nascido em Canhoba, fez o curso de medicina da Bahia, concluindo-o em 1918, quando regressou a Sergipe lutou contra a gripe espanhola que grassava no Estado. Na política dividiu com Augusto Maynard o poder revolucionário de 1930 a 1945, sendo eleito indiretamente, Governador Constitucional em 1935.

Realizou notável obra pública. Construiu os prédios da Biblioteca Pública, na praça Fausto Cardoso (hoje funciona o Arquivo Público), do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, na rua Itabaianinha, do Palácio Serigi, na Pça General Valadão (atual Secretaria de Estado da Saúde) e o Hospital de Assistência a Psicopatas, em Nossa Senhora do Socorro, que levava seu nome e ampliou o Hospital de Cirurgia, dentre outros. Morreu no Rio de Janeiro, onde tinha um Cartório. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

CAPELA

ORLANDO DANTAS

Orlando Vieira Dantas, empresário, jornalista e político (Capela, Engenho Palmeira 28.09.1900 – Aracaju 09.04.1982), filho do Presidente Manoel Dantas, foi Prefeito de Divina Pastora (1935) Deputado Estadual Constituinte (1947 – 1951), Deputado Federal (1951 – 1955), participando de todas as lutas a favor do desenvolvimento do Estado.

Jornalista desde os tempos de estudante fundou a Gazeta Socialista (1956), depois denominada de Gazeta de Sergipe (1961), assumindo as grandes causas sergipanas, como a construção do Porto, a exploração dos minérios e o combate ao crime e a corrupção. Foi o primeiro Presidente do BANESE, Banco do Estado de Sergipe (1963) e também presidiu o DESO.

Acadêmico da Academia Sergipana de Letras, Cadeira 39, publicou diversos trabalhos, destacando-se O Problema Açucareiro em Sergipe (1944), Política de Desenvolvimento Econômico em Sergipe (1974), A Vida Patriarcal de Sergipe (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

CARMÓPOLIS

JOSÉ SAMPAIO

José de Aguiar Sampaio, comerciante e poeta (Carmópolis 02.05.1913 – Aracaju 03.04.1956), foi considerado o cantor do drama dos humildes, líder da juventude, com sua poesia engajada. É o autor de Nós Acedemos as Nossas Estrelas (1954) e teve suas Obras Completas publicadas pelo Movimento Cultural de Sergipe, dirigido por José Augusto Garcez (1956). Jackson da Silva Lima que havia organizado os Esparsos e Inéditos de José Sampaio (1967), organizou José Sampaio Poesia & Prosa (1992).

Professor da Faculdade de Direito de Sergipe e intelectual, pertenceu a Academia Brasileira de Letras (Cadeira 23) e publicou: Política, Doutrina e Crítica (Salvador: Gráfica Popular, 1933), Sergipe e seus Problemas (Rio de Janeiro: Tipografia do Jornal do Comércio 1937), Orações Provincianas (Aracaju: Casa Ávila, 1940), Estudos e Afirmações (Aracaju: Livraria Regina, 1942). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

DIVINA PASTORA

FAUSTO CARDOSO

Fausto de Aguiar Cardoso, advogado, filósofo, poeta e político (Divina Pastora 22.12.1864 – Aracaju 28.08.1906), considerado o discípulo dileto de Tobias Barreto, redigiu e colaborou com diversos jornais de Sergipe, de Pernambuco e do Rio de Janeiro.

Advogado renomado, orador brilhante, se fez político, exercendo mandado de Deputado Federal (1901 – 1902), sendo também eleito para a legislatura (1906 – 1908).

Em 1906, tendo fundado o Partido Progressista, lidera em Sergipe uma revolução que no dia 10 de agosto depõe o Presidente Guilherme Campos.

Atingido por um tiro, disparado por um integrante das forças legalistas, aquartelado para repor a autoridade do Governo, morre na praça do Palácio onde, seis anos depois, é homenageado.

Publicou vários livros, destacando-se Concepção Monística do Universo (Rio de Janeiro: Laemment, 1894), Taxionomia Social (Rio de Janeiro: Tipografia Moraes, 1898 e Lei e Arbítrio, discurso em defesa de uma ditadura parlamentar, pelo Congresso Nacional (Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1902). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

ESTÂNCIA

GRACCHO CARDOSO

Maurício Graccho Cardoso, professor e político sergipano (Estância 09.08.1874 – Rio de Janeiro 03.05.50), filho do professor Brício Cardoso, estudou na Escola Militar, participando ativamente dos movimentos militares dos primeiros anos da República. Deixa a Escola e entra na Faculdade de Direito, no Rio de Janeiro e no Ceará, onde fixa residência, casa e entra na vida pública como Secretário de Estado da Fazenda, Deputado Estadual, Deputado Federal, sempre formando no grupo político do Dr. Nogueira Acioly.

Com o declínio do líder, Graccho Cardoso assume funções no Governo Federal e de professor e retorna a Sergipe onde é eleito Deputado Federal (1921 – 1923), foi eleito para o Senado, na vaga decorrente da morte de Oliveira Valadão, mas não cumpriu o mandato por ter sido eleito Presidente do Estado, 1927-1929, 1930–1932), legislatura interrompida pela Revolução de 1930).

Com a redemocratização de 1945 foi novamente eleito Deputado Federal (1946–1950), presidindo as Sessões Preparatórias e assumindo, por eleição, a Vice Presidência da Câmara. Morreu no Plenário, quando se dirigia para a Mesa, para presidir uma sessão.

Graccho Cardoso foi um dos mais importantes administradores sergipanos. O seu Governo foi marcado, politicamente, por dois levantes dos tenentes liderados por Augusto Maynard Gomes, um no dia 13 de julho de 1924, sendo Graccho Cardoso deposto e preso, outro em 19 de janeiro de 1926, de curta duração e sem maiores conseqüências.

Sergipe experimentou fase de notável progresso com o Governo Graccho Cardoso, que construiu vários Grupos Escolares, o prédio da Prefeitura de Aracaju, o Atheneu Pedro II, o Mercado Modelo, a Associação Comercial de Sergipe, o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, fundou duas Faculdades, a de Farmácia Aníbal Freire da Fonseca e a de Direito Tobias Barreto, criou o Instituto de Química e o Instituto Parreiras Horta, dentre outros. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

GUMERCINDO BESSA

Gumercindo de Araújo Bessa, advogado, magistrado e jornalista (Estância 02.01.1859 – Nossa Senhora do Socorro – Mucuri 24.08.1913), estudou no Seminário da Bahia, antes de ingressar na Faculdade de Direito do Recife, sendo aluno de Tobias Barreto, assistindo ao seu célebre concurso (1882), deixando registro em O Que é o Direito (1885). Deputado Provincial (1888) e Deputado Federal (1909 – 1911). Participou da instalação do Tribunal de Apelação de Sergipe (16.11.1891) como desembargador e seu Presidente, que foi substituído pelo Tribunal de Relação, criado pela Constituição de 1892.

Ficou conhecido em todo o Brasil pela defesa que fez dos acreanos, na questão movida pelo Estado do Amazonas e que tinha como advogado Rui Barbosa. A abundância e a riqueza dos argumentos utilizados pelo advogado sergipano ensejou a expressão “À beça”, como abundante, copioso. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

ITABAIANA

NUNES MENDONÇA

José Antônio Nunes Mendonça, professor, escritor, jornalista e político (Itabaiana 15.12.1923 – Vila Velha/ES 15.06.1983), teve participação nos movimentos estudantis, intelectuais e políticos de Aracaju. Ingressando no PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, foi eleito Deputado Estadual (1951 – 1955). Professor do Instituto de Educação Rui Barbosa, enfrentou forte campanha difamatória e processo sumário de investigação pela CGI, instalada após o golpe militar de 1964, que o aposentou.

Deixou grande obra de reflexão sobre a educação em Sergipe e de crítica literária, destacando-se Pelo Desenvolvimento de Sergipe (Aracaju: Centro de Estudos Pedagógicos/Livraria Regina, 1961), José Sampaio O Homem e a Mensagem (Aracaju: Livraria Regina, 1962), Velhos Companheiros & Outros Escritos (Aracaju: sem indicação de editor, 1963), A Educação Sexual nas Escolas Libelo Contra a Ignorância e a Maldade (Aracaju: Edição do Autor, 1965 incluindo Pareceres de Garcia Moreno e Imídeo G. Nérice).

Em 1993, dez anos depois de sua morte, seu irmão, o advogado Fernando Mendonça publicou o livro Vítima da Ditadura e Mártir da Educação, A Defesa do Professor Nunes Mendonça (Rio de Janeiro: Editora Lumem Júris, 1993), historiando todo o processo de linchamento moral do mestre sergipano. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

ITABAIANINHA

OLÍMPIO CAMPOS

Olímpio de Souza Campos, sacerdote e político (Itabaianinha – Engenho Piriquito 25.11.1853 – Rio de Janeiro/RJ 09.11.1906), fez preparatórios no Recife, decidindo-se pela vida eclesiástica, ordenando-se no Seminário da Bahia, assumindo funções em Sergipe, sendo Vigário da Catedral, em Aracaju, envolvendo-se em polêmica com o Presidente da Província, Inglês de Souza (1881) sobre a obrigatoriedade do ensino religioso. Por conta disto candidatou-se a Deputado Provincial, com a promessa de tornar novamente obrigatório o ensino de religião nas escolas públicas sergipanas (1882).

Foi Deputado Geral no Império (1885 – 1886, 1886 – 1889), com a Pro-

clamação da República foi Intendente de Aracaju, Deputado Estadual e Presidente da Assembléia Constituinte (1892), Presidente do Estado

(1899 – 1902), tornando-se líder de forte facção política, colocando no Governo o seu irmão desembargador Guilherme Campos, assumindo o Senado (1903 – 1911).

Fausto Cardoso, à frente de um movimento revolucionário, depôs o Presidente Guilherme Campos, sendo assassinado por integrantes da tropa legalista. Os partidários de Fausto Cardoso atribuíram a morte do líder ao Senador Olímpio Campos, que foi assassinado, na Praça XV, no Rio de Janeiro pelos filhos de Fausto, Humberto e Armando Cardoso. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

LARANJEIRAS

ACRÍZIO CRUZ

Laranjeiras 31.10.1906 – Aracaju 13.09.1969), jornalista e professor, autor de livros didáticos, foi o Diretor do Departamento de Educação no Governo de José Rollemberg Leite (O primeiro, de 1947 – 1951). Na sua gestão foi criada a Escola Normal Murilo Braga, em Itabaiana (1949) e implantada a rede de Escolas Rurais. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

GARCIA MORENO

João Batista Perez Garcia Moreno, médico, professor e escritor (Laranjeiras 02.12.1910 – Aracaju 21.10.1976). Formado na Bahia (1933), dedicou-se à psiquiatria, dirigindo o Hospital Colônia Eronildes Carvalho, criado e inaugurado em 1940, dentro do complexo de Assistência Psicopata, e desenvolvendo pesquisas e estudos de psicopatologia.

Em 1942 ingressa na Academia Sergipana de Letras e em 1944 participa da fundação do Centro de Estudos Econômicos e Sociais de Sergipe. No magistério destaca-se na congregação do Ateneu e com a criação das escolas superiores ensina na Faculdade de Direito (1951) e na de Medicina (1962), sendo Diretor desta última.

Na condição de decano do ensino superior assume a Vice Reitoria e a Reitoria da Universidade Federal de Sergipe. Publicou Pequenos Discursos (1946), Letras Vencidas (1955), Cajueiros dos Papagaios (1960), Doce Pronúncia (1960), dentre outros. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

JOÃO RIBEIRO

João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes, dito João Ribeiro, jornalista, filólogo, historiador, folclorista (Laranjeiras 24.06.1860 – Rio de Janeiro/RJ 13.04.1934). Funcionário da Biblioteca Nacional (1885), professor de Português do Colégio Pedro II (1887), depois de História Universal (1890), conclui o curso Jurídico na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro (1890).

Desde 1895 viaja a Europa, visitando diversos países e estudando pintura com renomados professores. Em 1898 ingressou na Academia Brasileira de Letras, sendo eleito, em 1927, seu Presidente, renunciando imediatamente ao cargo.

Publicou diversas obras de poesia, de filologia, de história, de crítica e de folclore, como as Gramáticas Portuguesas para o 1º ano (1886), 2º ano curso médio (1887), 3º ano curso superior (1887), História do Brasil, Curso Primário (1900), Curso Médio (1900), Curso Superior (1900), Páginas de Estética (1905), Compêndio de História da Literatura Brasileira, com Sílvio Romero (1906), Frases Feitas (1908), o Fabordão (1910), o Folclore (1919), A Língua Nacional (1921), Colméia (1923), dentre outras. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

RIACHUELO

GONÇALO ROLLEMBERG LEITE

Professor, jornalista e jurista (Riachuelo 14.02.1906 – Aracaju 17.07.1977), bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Minas Gerais (1927), passando a atuar como Promotor de Justiça. Foi por muitos anos, Procurador Geral do Estado. Fundou e dirigiu a Faculdade de Direito de Sergipe, sendo um dos seus mais respeitados professores. Também exerceu a Cátedra na Faculdade Católica de Filosofia. Integrou a Academia Sergipana de Letras, ocupando a Cadeira 23, na vaga do seu irmão Leite Neto (1967). Foi Diretor e Redator de A República e colaborou com jornais e revistas.

Publicou, entre outros, A Árvore (Paraisópolis: Tipografia e Papelaria São José, 1928), Raças (Aracaju: Gráfica Editora, 1937), A Graça e a Reabilitação (Aracaju, 1942), Direito Civil (Aracaju: Livraria Regina, 1954), Contratos Imorais (Aracaju: Livraria Regina, 1959), João Ribeiro (Aracaju: Livraria Regina, 1962 - Separata da Revista da Faculdade Católica de Filosofia Ano 1 nº 1, 1961), O Direito e as Letras (Aracaju: Livraria Regina, 1968 – discurso de posse na Academia Sergipana de Letras, 1967), Expressão Cultural de Sergipe (Aracaju: Livraria Regina, 1970 – Separata da Revista da Faculdade de Direito de Sergipe, 1967). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

SANTOS SOUZA

José dos Santos, nasceu em 27 de janeiro de 1919. Aos 13 anos, o menino Santo Souza já falava de amor em seus poemas. José Santo Souza ilustre filho de Riachuelo um dos maiores poetas vivos do país, viveu em sua cidade natal até os 17 anos trabalhando em farmácia, e em Aracaju, ele continuou trabalhando no ramo onde aprendeu a manipular medicamentos com a mesma maestria que o conservou na função por 26 anos. Somente em 1938 ele retornou à poesia.

Por puro desencanto, Santo Souza parou de escrever e foi se dedicar à música, aliás, com todo auto-didatismo que lhe é peculiar. Estudou música aos 15 anos como se estivesse estudando aritmética, talvez por isso aprendeu a tocar em três meses, inclusive compondo para clarineta algumas valsas para a namorada,

Autor de 14 livros, todos poemas, sendo o primeiro livro publicado “Cidade Subterrânea” (1953) e assim suas obras vieram sucessivamente como: “Caderno de Elegias” (1954), “Relíquias (1955), “Órfica” (1956), “Pássaro de Pedra e Sono” (1964), “Concerto e Arquitetura” (1974), “Pentáculo do Medo” (1980), “A Ode e o Medo” (1988), “Obra Escolhida” (1989), “Âncoras de Arco” (1994) e “A Construção do Espanto” (1998), “Rosa de Fogo e Lágrima” (2005).

É membro da Academia Sergipana de Letras. Membro efetivo da Associação Sergipana de Imprensa, e Membro Correspondente da Academia Paulista de Letras.

Hoje Santo Souza reside em Aracaju, aos 86 anos continua em plena atividade, dedicando-se inteiramente a sua família e aos livros. Possui um acervo de 12 livros publicados, outros na gaveta, outros republicados, e prefaciados por nomes ilustres da literatura brasileira, a exemplo do livro "Cidade Subterrânea", de 1953, que tem o prefácio assinado por Câmara Cascudo.

O Amor
"A origem do amor é um fanal
que ilumina a fonte de nossa margura,
tornando nosso coração cheio de ternura luminosa,
semelhante à luz espiritual"

SANTA LUZIA DO ITANHY

PEDRO DE CALASANS

Pedro Luziense de Bitencourt Calasans, poeta (Santa Luzia do Itanhy, Engenho Castelo 29.11.1837 – no mar, a bordo do navio que o levaria para Lisboa 24.02.1874). Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife ocupou diversas funções como Promotor, magistrado e Deputado Geral (1861 – 1864).

Publicou diversas obras, dentre elas: Páginas Soltas (Recife, 1855), Ofenísia (Bruxelas, 1864), Wiesbade (Leipsig> F.A. Brocklans,, 1864), A Cascata de Paulo Afonso (Salvador/Ba: Oficina Dois Mundos, 1906) - foi publicada postumamente. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

SÃO CRISTÓVÃO

IVO DO PRADO

Ivo do Prado Montes Pires de França, militar, político e historiador (São Cristóvão 20.05.1860 – Rio de Janeiro/RJ 25.04.1924), teve destacada participação no movimento da Proclamação da República, exercendo diversas funções militares relevantes, na capital da República, no Mato Grosso e em outros lugares. Foi Deputado Constituinte (1890 – 1894) e Deputado Federal (1921 – 1923).

Escreveu dentre outros, A Capitania de Sergipe e suas Ouvidorias (1919) fazendo a mais completa defesa dos limites do Estado de Sergipe. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

SIMÃO DIAS

CARVALHO NETO

Antônio Manoel de Carvalho Neto (Simão Dias 14.02.1889 – Aracaju 28.04.1954), advogado e político, destacou-se como pioneiro do Direito do Trabalho e do Direito Penitenciário. Foi Deputado Estadual (1912 – 1913) e Deputado Federal (1921 – 1923, 1924 – 1926 e 1951 – 1954).

Foi o fundador do Instituto de Advogados, dirigiu a Revista Sergipe Judiciário e publicou diversos livros, destacando-se Cinzas da Província (1925) e Advogados. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

TOBIAS BARRETO

EPIFANIO DÓRIA

Epifanio da Fonseca Dória e Menezes (Campo do Rio Real, hoje Tobias Barreto 07.04.1884 – Aracaju 08.06.1976), jornalista, historiador, funcionário do Governo do Estado. Colaborou em diversos jornais, publicando, principalmente, as Efemérides Sergipanas, série de artigos sobre fatos e vultos da história de Sergipe. Documentarista, organizou os acervos da Biblioteca Pública do Estado, da qual foi Diretor, do Arquivo Público, do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, editando sua Revista e sendo o seu Secretário Perpétuo, e da Loja Capitular Cotinguiba. (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

TOBIAS BARRETO

Tobias Barreto de Menezes, poeta, jurista, crítico e filósofo (Campos 07.06.1839 – Recife 26.06.1889), tem sido considerado o maior dos sergipanos, pelas suas contribuições intelectuais nos vastos campos da cultura.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Recife (1869), ainda hoje conhecida como a casa de Tobias Barreto, passando a advogar e a exercer as funções de Curador dos Órfãos em Escada, onde também foi Juiz Municipal substituto.

Vivendo em Escada dez anos (1871 – 1881) foi lá que Tobias Barreto lançou os seus jornais e alguns livros, preparando-se para o curso de professor da Faculdade de Direito do Recife (1882) onde completou sua obra, mais tarde reunida em 10 volumes, por um dos seus discípulos sergipanos Manoel dos Passos de Oliveira Teles (1926) e reeditada com acréscimos e nova organização (1989/90).

Tobias Barreto foi Deputado Provincial em Pernambuco (1879 – 1881) e candidato a Senador por Sergipe (1884). (Luiz Antônio Barreto - Dicionário de Nomes e Denominações de Aracaju).

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